Uma História Real da Nona
Crônica Urbana
Eric Oliveira Costa e Silva, Membro do Grupo Experimental (G.E) da Academia Araçatubense de
Letras (A.A.L).
A
folha do calendário do pequeno mercado do Bairro Hilda Mandarino trazia os
primeiros meses do semestre do início do Século XXI, no relógio das velas de
aniversário, o pick, um, dois três, contados e ainda não contados, nos faziam
flutuar na década de dez e boa parcela da população brasileira, já era
considerada a mais feliz do Planeta.
As
paredes da Instituição de Ensino Superior do Centro Universitário Toledo
recebiam alunos eufóricos com a possibilidade de planejar a sua vida a partir
de sua decisão profissional e o corpo humano da Família Unitoledo, lá estavam
para abraçar tais sonhos.
Draco mais uma vez (escamoteando a sua formação), adentra sala do Unitoledo e
os primeiros debates, concordâncias, discordâncias, fundamentações, explanações
(críticas, de senso científico e senso comum), voltam-se para o tema da
educação almejada para a Nação do Brasil, pois, com o caminho trilhado, depois
de quatro anos, nos bancos do curso de jornalismo, todos serão parte do Quarto
e Quinto Poder.
Depois
de uma breve ordenação sob a liberdade de imprensa e o papel do jornalismo,
proposta pela professora Ayne, se abriu a fala para os discentes, quase todos
em silêncio e com um certo medo de expor suas formas de pensar.
Então,
não tão bem vestido, tomando nota a vestimenta dos demais, levanta a mão e
temos, a nota, na qual, se coloca a ideia comum da constituição vigente no
Brasil como conquista da democratização de vários anos a fio e até mesmo na
clandestinidade e de pensarmos em combater o revés do ensino domiciliar. Tendo
em vista, as letras vivas a saltar de nossa Carta Magna, posta de paradigma
para todos e nela devemos saber, a educação é direito de todos e um dever do
Estado e essa forma individualizante, dada no ensino domiciliar vão acarretar
perdas e percas em todo o sistema produtivo Nacional”, pauta Draco.
Na
mente de Antunes, na mesma semana de uma boa capotagem na avenida Brasília em
Araçatuba, anterior a este momento de encontro na sala de Comunicação Social –
Habilitação em Jornalismo, e ele, salienta:
“os
métodos e metodologias científicas e a própria sociedade guardam em seu suprassumo,
as diferenças e diferêncialidades, onde cada uma das formulações no espaço real
de tomada das decisões, toma forma, sejam estas no campo ou na cidade. Sendo o
papel do formador de opinião pública, devidamente diplomado, a força motriz de
compreender os meandros das diferenças de modulações históricas, linguísticas e
de trato da evolução das ciências e do jornalismo (esse pela maioria pensante
já tem objeto definido) e naquele dia, obtivemos a certeza de ser avesso aos
filósofos de mentira de diploma, não credenciado como Olavo de Carvalho, pois
cada pessoa e grupo têm sua identidade e ela é científica, nacional, regional e
comunitária e nessa lógica, urge, negar o ensino domiciliar. Mas. Ali! Naquela
noite, começa e ecoa a sua Espiral do Silêncio (imposta por ele mesmo)”.
Na
sala, naquele mês, ponderados pela mídia e sua articulação de debate, os
argumentos dos discentes, apenas percebem e se prospectam em críticas aos
modelos educacionais, tais quais, as cotas de ingresso ao ensino superior, o pessoalíssimo
provinciano de dar a vara para o outro pescar e as pontuações de como
deveríamos negar, as prerrogativas de avaliação do Exame de Desempenho de
Estudantes (Enade), proposta esta que até hoje faz ninar estudantes.
A
professora Ayne, arguindo o papel de formação profissional (o diploma) e com a
alegria do seu trabalho diário e de estudos de prática profissional em Educomunicação,
na Folha da Região (jornal de circulação regional com sede em Araçatuba – SP),
fluindo pelos olhos, alvo de estudos, denota e conota: “O fim da educação é e
deve ser o de formar o aluno cidadão, tendo o trabalho, sal dos dias, desde
séculos e séculos deve ser tomado como ponto central. De certa maneira ambas as
potencialidades devem ser analisadas e colocadas como fundações recíprocas,
pois ninguém nos dias de hoje sobrevivem sem ambas”.
Na
aurora de sua Espiral do Silêncio, Draco, concorda e pensa, “a música, as
artes, as lutas, o dia a dia, tudo se destina e conquista-se com trabalho
árduo, em todas as estruturas (até mesmo, nas ilegais). Todo o valor vem do
trabalho e como já poetado, sem trabalho eu não sou nada, não tenho dignidade,
não sinto o meu valor, não tenho identidade”.
Ah!
O relógio badala o fim da aula, esperamos e você, leitor. Vai acompanhar,
outras histórias da Nona Turma de Comunicação Social – Habilitação em
Jornalismo, como essa, todas alinhadas com o pensar de conversa do tempo e outas...


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