Passado, ainda presente


Crônica Urbana




Ricardo Antunes, Força Aérea Brasileira e Membro do Grupo Experimental (G.E) da Academia Araçatubense de Letras (A.A.L).

Era tarde na Casa de Anita Garibaldi. É assim meu trato de nome, ao se referir a Secretaria Municipal de Cultura e neste dia, o clima em Araçatuba estava ameno.
Enquanto Draco caminhava entre as crianças dos projetos artísticos do Estado e do Município. De início, nada, tomava a atenção das crianças e, toda com um ar de preocupação, a maioria tinha no calendário, algumas tomadas de estudos, no linguajar deles.
Hoje é dia de PROVA! Estas provações, as deixam com um toque de pequenas miniaturas de adulto, diziam elas.
Na parede do prédio, dorme um camaleão. Uma aprendendo com a outra, essa era a senha de trazer todas elas, junto a ares de infância e a partir do brincar, jaziam as flores de risos e cada uma das fases de cada criança personificavam, nelas mesmo, os seus dias, já vívidos de pequenos adultos. 
Sentada, uma pequena notável com seu cabelo liso a perfazer cachos com os dedos saltavam em seu mundo de notas. Dizia com os olhos ser a sua música nova, mas o medo tomava conta, pois, quais as professoras de música, não gritam, não dão medo? 
Tenha coragem dizia Draco e o Camaleão há ela, tenha coragem, esqueça os gritos, as multidões gritam a ver algo bom e novo. Vamos, esqueça o mandar parar. Então, no relógio das atividades, é a hora de entrar e a menina se senta na sala de música do projeto Guri. 
Seu violino começa a tocar as notas, a professora em gritos, diz não ser este o exercício e nada faz a pequena notável de Draco e o Camaleão parar, minutos a mais e a professora é efusão de grito de alegria. 
Ali! Estava algo novo e como todas as crianças são novas e iguais, sofro em não lembrar os seus nomes, apenas, mais alegre fico por um dia tê-las junto a minha alegria de juventude, onde me transportei para as salas do Centro Específico de Formação do Magistério (C.E.F.A.M), lugar de fazer começar os sonhos. 
Agora! Há todas as crianças digam, vocês são estrelas, pais são raios de sol e professores responsáveis e moralmente aceitos são as vidas a transformar dias. 
Nada mais a relatar, neste ano triste, alegrias do passado, ainda presente. 

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