Firmeza a Meia-noite
Crônica Urbana
Ricardo Antunes, Força Aérea Brasileira e Membro do Grupo
Experimental (G.E) da Academia Araçatubense de Letras (A.A.L).
Ainda ontem, na casa simples de sua
jovem velhice, Draco, está frente a frente de sua estrutura de esperança viva. Em
cada canto, tudo o faz relembrar dias vividos e, estes tempos, dentro das
têmporas especiais das possibilidades socialmente construídas e em cada uma destas, formam um quadro de um belo tempo de início de mistério, dado nos pontos de luz
mágicos de tudo aquilo a se poder ser.
De início, os mistérios levam Draco a
se postar sentado no sofá cinza na cozinha do terreiro Caboclo Aimoré e Baiano
Zé do Coco, presente na mesma edificação se apresenta as irmãs de Leocácia,
junto a pia, estão envoltas as obrigações de preparo dos alimentos e das
obrigações do terreiro para a gira tão especial do dia.
Draco, desejoso de estar ao lado da
amada, pergunta as irmãs se Leocácia, não virá. Elas, encabuladas balbuciam a
negativa, Leocácia, não se fará presente, dizendo elas, a mulher esperada por
ele, está acamada e neste dia de Festa tão importante para todos e para Draco, ele,
vê nascer na mente, uma flecha primeira de tristeza, a acertar sua mente.
Não somente, a cozinha do terreiro, bem
como, o semblante de Draco, ainda guarda um canto de alegria, mas a tristeza da
não presença de Leocácia perfaz luzes, nas costas carregadas de Draco, ao ponto
de essas levarem a sua atenção as irmãs e a elas, diz:
- Estão preparadas para aprender algo
novo?
Junto a pia, as cabeças das irmãs
enlaçam um ar positivo, uma e outra, estão com suas sobrancelhas arqueadas revelando
um certo ar de dúvida. O tempo e o astral do terreiro estão a unir os três ao
mundo astral.
Draco pouco a pouco, vai dando as
coordenadas para a revelação do mistério, este é um trabalho há muito tempo por
ele conhecido, revelado apenas para poucos adeptos das artes espirituais e ambas
as irmãs, neste dia são escolhidas para terem contato com esta tipificação de
magia ancestral, pois, para ele: Elas agora, também são da família.
Da cozinha, as irmãs de Leocácia vão seguindo
as coordenadas de Draco para a firmeza de Exu do Ouro a ser disposta em um outro
cômodo do terreiro, onde se possa trancar a porta e a abrir, apenas a meia-noite.
Cumprida tal etapa e sob a vigia de
Calunga e Catacumba, do quarto fechado, ecoa nos ouvidos de todos, um som de
algo sólido, a bater na parede e esse som vai aos poucos aumentando e dele
podemos escutar...Ca-Ca-Lunga. Ca... Ta...Tumba. Ca-Ca-Lunga. Ca... Ta...Tumba.
Ca-Ca-Lunga. Ca... Ta...Tumba.
Exatamente a meia-noite é hora de abrir
a porta do quarto do terreiro que foi fechada a tarde e essa dá lugar a
resolução do primeiro mistério.
A porta está travada, sendo necessário abri-la a força e de lá de dentro pode-se perceber, os utensílios de preparação e os ouros materiais de firmeza deram lugar a uma peça de ouro e agora, o segredo de Draco, também são os dos irmãos do Centro Espírita Caboclo Aimoré e Baiano Zé do Coco e também pelas vozes de outros da amada, Leocácia.
A porta está travada, sendo necessário abri-la a força e de lá de dentro pode-se perceber, os utensílios de preparação e os ouros materiais de firmeza deram lugar a uma peça de ouro e agora, o segredo de Draco, também são os dos irmãos do Centro Espírita Caboclo Aimoré e Baiano Zé do Coco e também pelas vozes de outros da amada, Leocácia.



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