Adjá em Flor Real
Eric Oliveira Costa e Silva, Membro do Grupo
Experimental (G.E) da Academia Araçatubense de Letras (A.A.L).
Draco, diante das
notas da Adjá, vê nos seus sentidos, as voltas de espíritos caminhantes de um velho
tempo. No Terreiro, dela soam os relógios de noites quinzenais de sábado, donde
sibilavam letras, donde bailam vontades de um querer em lembranças rentes, a
busca das respostas, na qual, urge no coração dos presentes a fé, o respeito e
a vontade de encontrar nas almas, as soluções para suas perguntas.
Sempre à espera
da hora sul das ampulhetas, os olhos de Draco, não mais convidado para os
trabalhos, a cada segundo de todas as horas do dia, procuram a pequena Leocácia.
Um dia, as
Histórias de Draco e Leocácia complementaram as odes de uma vida conjunta e
tais passos, apontaram o ponteiro de tantas margens, na qual, ele, agora,
triste com a distância, versastes pelos cantos a apontar um amor, intermitente.
Nas ondas oculares da rememoração dos dias de
Draco no Terreiro, salta na íris, o rodado de saia branca, imponderável do
traje de médium de Leocácia. As vestes, firmam as letras dos pontos e cantos aos guias e orixás!
Entre os jardins
memoriais podemos advertir a nós mesmo, a presença das dores e, essas, transferem
os diálogos do mundo terreno e dos espíritos, enquanto o olhar de Draco, busca
os olhares de Leocácia e ele, a colocar seu tempero de poesia, deixa claro em
seus traços, no qual, não escapam os sorrisos, feitos e afeitos a eleger plácidas congraças rumo aquela mulher de
Braúna.
Cá! Na vida de Draco, vale, validar os encontros
de um dia, a nos trazer recantos imemoriais, prestes a ungir um relacionamento
que Draco ainda espera. Neste dia, vamos comemorar o fim da distância. Lá dos
mundos do eterno e diáfano ecoará! Draco e Leocácia. Querendo. Cante, dance,
chore, sem barreiras, saltemos, nos braços de lábios rentes que tu querias e revista seu
olhar de uma vida inteira em todos os adornos, diz a memória de um de todo os outros
dias.
Draco, junto aos
seus segredos, coloca seus pulmões ao ar, agora, dizeres ao terreiro do templo,
minhas mãos, e as possibilidades, ainda, vivas, não estão atadas. Leocácia, sobre
margens ditas. Neste dia, a nós, afáveis, donde régios futuros, perfaz os
ramos, análogos sob a via crucieis de cadeiras astrais, as palavras rondam o
candeeiro.
Adiante, esperando
as chaves do sul de compromisso sério a rondar as areias das ampulhetas. Ontem,
hoje e amanhã, bate nas flores reais toda a minha vontade de tê-la nos braços e
dizer em seus ouvidos: “Eu Te Amo”.



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