Deserto das Decisões: Razão e Emoção.

Crônicas Urbanas




Ricardo Antunes, Força Aérea Brasileira (FAB), participa do Grupo Experimental (GE) da Academia Araçatubense de Letras (A.A.L).



            Lá estava o poeta, saíra do Palácio da Rodoviária, depois de poucas palavras com o proeminente jornalista Jean Oliveira, parcas foram elas, mas essas, não fizeram o chorar antes, não fizeram as paredes do Palácio Anchieta, no belo Espírito Santo, serem tomadas por um ar fúnebre e isso, o fez ter um dia melhor.
            Um passo depois do outro. Lá estava o poeta também cientista à mesa do Bar Cruzeiro, aos ouvidos atentos da lutadora, Giseli. Sem temer o público presente, depois de semanas dormindo pouco, depois de semanas em cálculos mentais, pode ele, alertar sobre o risco eminente da queda da ponte Morandi, na cidade de Gênova.
          O poeta também cientista, discorreu sobre a possibilidade teórica das movimentações tectônicas na Placa Sul-Americana e, desta análise, deu como provável a explosão de um tanque na Refinaria do Planalto (Replan). Ato necessário, informar aos quadros, pois só assim, evitamos a disseminação de uma onda de notícias falsas com vistas, a alegação de um possível atentado. Teóricos da Conspiração acham até terremoto em um mergulho de um caça e isso, apesar de bom para risos, não faz bem nenhum para o Mundo.
            Mas, o sonhar com a Liberdade, o faz ter na sua mente, num sem fim de dias, a vagar no deserto. Pois, a cada trabalho como o descrito à cima, os pontos em união formam o lindo rosto de Leocácia, a sorrir um sorriso de obrigação em fotos com quem, talvez, ela não queria estar.
            Enquanto isso, no deserto das fotografias de mídias sociais, salpicam vontades de estar frente a frente e dizer, gostaria de ter dividido os dias de meu trabalho. Trocar um abraço, tocar as mãos no seu rosto e dizer: “um tanto de mim, faz isso, com um tanto de você”.
            Já no seu deserto, estão as marcas da violência de um algoz, não deixei de notar a falta de brilho no seu olhar, nas terras estrangeiras. Um dia, as nossas decisões, batem a porta. Saiba, nenhuma delas deve ser tomada por medo, nem mesmo por pressão, pois as estrelas a nos guiar no deserto, brilham para todos os homens e mulheres, forjados no designo de sua própria força.
            É mulher. É leitor, vamos brindar a ciência da razão com gotas de emoção, deixemos transcorrer as horas na ampulheta. O poeta e cientista, no seu eu sem milhas, já conta com a hora de visitar o lugar mais lindo. Qual lugar é esse? A resposta é fácil, o lugar é nossa consciência.

Comentários

Postagens mais visitadas